AD438: Juventude (des)interessada? Perspetivas dos jovens sobre a democracia e a governança em Cabo Verde

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Dispatches
2021
438
Aleida Cristina Mendes Borges e José António Vaz Semedo

De acordo com a Fundação Mo Ibrahim (2019), as tendências no que diz respeito à promoção da integração da juventude em Africa são preocupantes. Considerando que em 2019, por volta de 60% da população do continente era constituída por menores de 25 anos, a integração socioeconómica da juventude coloca-se como primordial para o futuro do continente.

Cabo Verde é também um país com um perfil demográfico bastante jovem. De acordo com as projeções demográficas do Instituto Nacional de Estatística, a idade media do Cabo-verdiano é de 29 anos. A população com idades compreendidas entre os 0 e os 34 corresponde a 72,4% do total nacional, dentre os quais os entre os 15 e os 34 representam 35.9% da população nacional (Instituto Nacional de Estatística, 2012; Lima, 2019). O governo reconhece que é necessário que os jovens tenham uma participação ativa e relevante na vida política, institucional, económica, comunitária e cultural do país. Por representar, a grande maioria da população torna-se fundamental que esses jovens tenham voz na ação governativa, e participem na tomada de decisões que direta ou indiretamente afetam as suas vidas e futuros (Forum Nacional da Juventude, Mindelo, Cabo Verde, 2019).

Qual é a perspetiva da juventude cabo-verdiana em relação aos temas de foco do inquérito do Afrobarometer? Diz-se muitas vezes que os jovens não estão interessados no futuro do país, será? Entre as nossas principais descobertas neste artigo podemos apontar para a fraca participação política dos jovens e o seu forte sentido crítico com o funcionamento da democracia em Cabo Verde.