AD401: A sensibilização contra COVID-19 em Angola pode contar com aliados de confiança: líderes religiosos, autoridades tradicionais e os militares

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Dispatches
2020
AD401
David Boio and Carlos Pacatolo

Enquanto Angola continua em "situação de calamidade pública" para limitar a propagação do coronavírus, a informação credível continua a ser um instrumento essencial na luta pela proteção do país. Apesar das medidas preventivas tomadas com a devida antecedência e a manutenção das restrições nas viagens, aglomerações de pessoas, manutenção da cerca sanitária à cidade de Luanda – epicentro da pandemia em Angola, o número de casos confirmados subiu para mais de 8.300, com mais de 250 mortes (Organização Mundial de Saúde, 2020; Ministério da Saúde, 2020; O País, 2020).

Num estudo de opinião pública divulgado em abril, revelava que a maioria dos inquiridos apoiava o primeiro estado de emergência do país (27 de março a 10 de abril) bem como a possibilidade da sua prorrogação. Por outro lado, a maioria dos inquiridos declararam acompanhar com muita atenção as informações sobre o COVID-19, apesar de terem a percepção de que a maioria dos cidadãos do país não encaram os riscos da doença com a seriedade devida (Boio, Pacatolo, & Mbangula, 2020).

Uma estratégia de sensibilização da comunidade para combater eficazmente a propagação do COVID-19 exige olhar para os aliados do passado nas campanhas de vacinação contra a poliomielite, bem como para as respostas que outros países estão a dar para lidar com a pandemia (veja-se o exemplo do Gana em Sanny & Asiamah, 2020)

O primeiro inquérito do Afrobarometer em Angola, realizado entre novembro e dezembro de 2019, mostra que os cidadãos confiam mais nos líderes religiosos, autoridades tradicionais e forças armadas do que noutras instituições e funcionários chave. Esta confiança pode ser um trunfo estratégico para sensibilizar os cidadãos para a aderirem massivamente às medidas de prevenção do COVID-19, sejam as individuais, sejam as comunitárias.