AD304: Cabo Verdeanos querem mais ação do governo contra a corrupção

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Dispatches
2019
304
Cláudio Alves Furtado e José António Vaz Semedo

Cabo Verde há muito que goza de uma reputação de transparência financeira e de severas sanções contra a fraude, reforçadas pelo seu banco central independente, pelo poder judiciário independente e pelo Tribunal de Contas (Banco Africano de Desenvolvimento, 2012).

Apesar de alguns escândalos de corrupção envolvendo funcionários públicos atuais e anteriores (A Nação, 2017; A Semana, 2014), o país tem se classificado consistentemente entre os 50 países menos corruptos do mundo no Índice de Percepção de Corrupção da Transparência Internacional (2019). O índice de 2018 classificou Cabo Verde como o terceiro melhor em África (depois das Seychelles e do Botswana) e em 45o dos 180 países do mundo, ligeiramente abaixo do 38o em 2016.

A Ministra da Justiça anunciou novas medidas anti-corrupção, incluindo a criação de um conselho independente junto do Tribunal de Contas que irá auditar se os investimentos públicos são eficientes e se estão alinhados com os interesses públicos (Sapo Notícias, 2017), embora o financiamento adequado para o conselho depende do orçamento do próximo ano.

De acordo com o último inquérito da Afrobarómetro, a maioria dos cabo-verdianos quer mais acção do governo contra a corrupção. Os cidadãos que vêem a corrupção no país como crescente ainda superam os que a vêem como decrescentes, e a percepção de que a maioria das autoridades policiais é corrupta na verdade aumentou ligeiramente em relação a 2014. A maioria dos cidadãos diz que as pessoas comuns podem ajudar a combater a corrupção, mas a mesma proporção teme retaliação se denunciarem casos de suborno às autoridades.

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