Para muitos angolanos, a falta de água canalizada e de casa de banho é motivo de grande preocupação diante da crise da COVID-19

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Apenas três em cada 10 angolanos têm água canalizada no interior das suas residências ou no quintal, enquanto quatro em cada 10 angolanos precisam sair das suas residências para terem acesso a uma casa de banho ou latrina, de acordo com os dados do primeiro inquérito do Afrobarometer em Angola. Cerca de metade dos angolanos não têm acesso à ligação eléctrica da rede pública.

Esta constatação põe a descoberto os desafios que as famílias angolanas estão a enfrentar, no cumprimento das medidas sanitárias de higienização pessoal, no âmbito do combate à COVID-19.

O país entrou numa nova fase das medidas de isolamento social e de protecção individual com a declaração do Estado de Calamidade Pública, depois de dois meses de Estado de Emergência. Entretanto, esta nova fase coincide com o aumento de casos de contaminação local da COVID-19, elevando os riscos de circulação comunitária do coronavírus. Nestas circunstâncias, aquelas fragilidades infraestruturais (casa de banho/latrina, água e electricidade) desafiam não só as famílias angolanas, como também o próprio executivo e sobretudo os parceiros de desenvolvimento a implementarem medidas adicionais para reforçar a capacidade do governo de melhorar a oferta de água canalizada, energia eléctrica e sanitários de campanha.